quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

"Querido diário..." [pt.1]

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Ah, nossa... Há quando tanto tempo eu não tinha essa sensação gostosa sentar e ficar pensando no que escrever! Ultimamente não tenho me dedico àquelas pequenas coisas (às vezes sem sentido para muitos) mas que fazem eu me sentir bem. Nos ultimos meses eu tenho vivido pra estudar e trabalhar -e talvez em poucos dias o sonho de um ano inteiro de esforço e dedicação espace das minhas mãos. (Engraçado... Eu não conheço nenhum libriano pessimista e negativo.)
Não tenho tido muito tempo para as minhas crises existencias, apenas de vez em quando na hora de dormir. Talvez a nostalgia aqui de dentro deve ser a razão de tudo isso. Who know? Não é fácil ter duas vidas e dois amores. E olha que eu nem saberia defirir o amor. Nem Lispector sabia! Mas de uma coisa eu sei (e ela concerteza concordaria), que a gente nunca vai amar alguém de forma igual na vida. Não existem amores iguais. Os meus amores e as minhas vidas são completamente diferentes. Não se pode comparar amor de mão com amor de irmão, nem de namorado com amor de amigo. Tampouco amor de amigo com um outro amigo. E isso é tão injusto, eu sei...
Esse pensamento me fez voltar ao assunto do sonho quase-perdido. Talvez não seja tão ruim assim perdê-lo. Afinal, se eu tenho duas vidas, também tenho outros sonhos! Não deve ser tão ruim assim jogar os dados e ter que voltar pro início. Não dizem que a vida é só um jogo? Dados fazem parte -e o azar sempre se encontra presente.
Recomeçar não deve ser tão triste assim. De um recomeço sempre surgem novas histórias e os dados sempre dão novos caminhos pra seguir. Eu gosto de jogar, mas tenho tanto medo de perder...
Isso parece doer. Parece ser triste. Parece até ser um pouco cruel. Mas, fazer o quê? Ninguém pediu pra nascer. Mas agora que estamos aqui, o jogo é inevitável. Essas são as regras. Injusto, não?
Oh, vamos lá, não chore. Foi apenas um corte. Essa é a batalha de uma guerra que ainda nem começou.