sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Estranho, muito.

2 comentários
Jamais pensei que um professor pudesse fazer tanta falta em meus dias na escola. Se já é estranho saber que você guarda um sentimento tão grande por alguém que você mal conhece, imagina quando esse alguém é um professor. Agora, imagina quando ele é um professor de Física!
Mas ele não é qualquer professor, tampouco qualquer homem. Ele era inteligente, engraçado, divertido, e me fez ter vontade de estudar astronomia. Ele sabia como lecionar, sabia cativar a minha atenção. Sabia deixar Física Quântica tão interessante quanto ler um livro de suspense e me deixava boquiaberta com a maneira de explicar como é o mundo em que vivemos. Ele nos deixava ouvindo Pink Floyd antes de falar de Bohr, e me deixava impressionada ao explicar sobre os nossos muros.
Não sei como esse homem ganhou tanto a minha admiração. Ele poderia ser mais um professor que passaria pela escola... Mas não. Ele foi o motivo da ansiedade pra que as segundas-feiras chegassem, porque eu sabia que depois do intervalo teria os dois últimos tempos da mais incrível disciplina, o motivo por eu nunca faltar no primeiro tempo das quartas-feiras e o motivo das minhas lágrimas ao saber que ele não voltaria mais.
Quem me faria ter vontade de passar finais de semana na internet procurando sobre Rutherford? Quem me faria passar horas e horas vendo "Quem Somos Nós?" no YouTube? Quem deixaria a minha segunda-feira alegre naquela escola? E pra quê eu iria sair correndo do trabalho, só pra não me atrasar às quartas-feiras? Quem iria me deixar falando sozinha, ou apenas dar uma risada quando eu desse o "boa tarde" mais contente da semana?
Meu grande amigo me deixou sozinha. Ele foi embora e os poucos abraços que dei nele ao vê-lo em meu trabalho (e eu tenho certeza que ele foi lá só pra me ver) não foram suficientes. Eu queria ter dado um abraço apertado, dizer-lhe que de todos os meus educadores ele foi o mais especial. Queria ter dito que eu o amava, pois acho que é isso que eu sinto. Ainda o amo, como se fosse um amigo mais velho que me protegeria da turma chata na escola.
Passei três semanas tentando esquecer essa história, como quem diz pra si mesmo que tudo vai passar. Mas não passou. Eu sinto falta do melhor cara que eu já conheci. O melhor amigo que nunca contei segredo algum, mas que parecia saber da minha vida toda quando ria ao olhar pra mim.
Posso até parecer dramática aos montes, mas vou guardar pra sempre essa saudade da pessoa mais misteriosa e fabulosa que eu conheci.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ela fala por mim

1 comentários

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida." Clarice Lispector.

(Ela realmente fala muito por mim...)

domingo, 16 de novembro de 2008

Complitude

1 comentários
Eu poderia fazer um post enorme como o de costume pra dizer como foi bom o meu final de semana, dizer como estou cansada de certas coisas ou de como meus sonhos me animam. Mas eu realmente quero resumir neste pequeno parágrafo, que os amigos são pessoas mágicas, senão anjos. Eles nos tiram de todo tédio em demasia, nos confortam com gestos singelos de carinho e nos trazem a realização de uma vida feliz. Àqueles que estão do meu lado mesmo quando faço o favor de sumir, eu agradeço.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Mentiras e Fracassos

0 comentários
Você tem uma pessoa que te ama e que faz tudo por você. Vocês se amam mais do que todas as coisas e almejam ficar juntos por todos os dias de suas vidas. Vocês sabem que podem contar com o outro pra qualquer coisa. Vocês confiam um no outro como em ninguém, pois além de namorados, vocês são melhores amigos. Mas um dia você mente. E é por uma coisinha tão boba, um mero acaso, e você corre o risco de por tudo a perder. Você mente pelo simples fato de estar atordoada, com sono, e não saber o que dizer. Mas mentiras são mentiras, não há como fingir que não foi nada, porque é. Mentira é pecado, e o preço do pecado é a morte. E pra mim, morrer não é voltar a ser pó e nada. Morrer pra mim é perder todos os meus sonhos e não ter o homem da minha vida ao meu lado. Morrer, pra mim, é saber que eu o decepcionei, que eu o deixei triste, ou apenas chateado. E se isso parece um drama, é porque dói muito mais em mim. Mas... por um momento, ao pensar em todo o sedungo parágrafo, você quase se esqueçe do que disse no primeiro: Vocês se amam mais do que todas as coisas! Vocês querem ficar juntos além de tudo, vocês vão lutar com todas as forças contra qualquer obstáculo que vier e vocês sabem que podem confiar um no outro, pra tudo! E além de todo o amor que os envolve, você jamais se esqueçerá das palavras que ele lhe disse: quem ama perdoa mesmo antes de acontecer. (Deus, obrigada por ter colocado na minha vida a bênção mais linda e perfeita que o Senhor fez e capacita-me pra que eu cuide dela com tudo que há em mim. Amém.)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Cold.

1 comentários
"When the life starts to hurt, when you lost all you truth, close your eyes and I'll be there for you."

domingo, 9 de novembro de 2008

Voltas

1 comentários
Eu adoro sentir falta de coisas que eu gosto. Uma das coisas que eu mais amo fazer é ficar sentada na cama, revirando minhas caixinhas onde guardo cartinhas e presentinhos que eu ganhei, ou até mesmo uma folha de árvore que eu arranquei só pra lembrar daquele dia especial. Sempre senti muita falta de coisas que eu já vivi, muitas delas eu nem sei dizer o porquê. São coisas boas, bobas, e até mesmo coisas que não me fizeram bem. Sinto falta de amigos que foram falsos comigo, de momentos onde nem todos queriam minha presença ali, sinto falta de pessoas que me machucaram e de muitas que eu também machuquei. Não sei explicar porquê, mas eu o sinto. Quando eu estava na sétima série, eu era rodeada de meninas que me detesavam e que eram muito falsas comigo. Mas eu as amava, e vira e mexe estou fuçando orkut e fotolog das mesmas. Por mais ruim de podem ter sido alguns momentos que vivi com elas, outros tantos me encheram de alegria e fizeram desse momento especial. Eu me lembro das brigas que tinhamos por causa de meninos, e me lembro de como eu me machuquei ao ver minha melhor amiga dando o primeiro beijo dela do garoto que eu gostava. E talvez seja isso, que hoje me faz querer tanto correr atrás de quem eu feri. Por mais que ela tenha me decepcionado, eu amei tudo aquilo que vivi com ela e com todas as outras meninas. Eu sinto falta de quando fiz amizade com o pessoal underground da cidade, de quando ia pra todos os shows (todos mesmo, até das bandas que eu não gostava). Sinto falta de pular e gritar feito uma louca no palco, de berrar todas as músicas que aprendi na semana em que a banda viria pra cá, de contar pra todo mundo depois como eu era foda por sempre conseguir entrar no camarim e tirar fotos com a banda. Sinto falta de quando passava a semana inteira planejando a roupa pra ir sexta-feira no shopping, de chegar lá e encontrar todo mundo, passar horas e horas me divertindo com pessoas que hoje eu não falo mais. E mesmo que essas pessoas tenham sido as mais falsas comigo, mesmo que o shopping tenha sido um verdadeiro ninho de cobras, e que tudo que eu tenha feito naqueles shows tenha sido o mais idiota possível, eu sinto falta. Eu sinto falta de ter minhas amigas de verdade todas as manhãs na escola, de tirarmos fotos, matar aula no pátio, chegar atrasada só pra tocar violão na quadra, de rir, rir, rir e rir ao lado delas na sala de aula. De tê-las pra me bater quando eu começava a ficar histérica, ou apenas para vê-las de saco cheio ao me ouvir contar uma história de camarim. Eu sinto falta das vizinhas mais loucas e insanas, minhas melhores amigas também. Sinto falta de quando fazíamos noite do pijama e passávamos horas contando das nossas vidas, contando nossos sonhos e planejando nosso futuro. Sinto falta de quando sexo pra elas era ficar com as boxexas rosadas só de ouvir a palavra, de quando bebida era amarga e porre pra elas era coisa de gente maluca. Eu sinto falta da inocência que não só elas, mas que todas nós perdemos. Eu realmente sinto muita falta da nossa ingenuidade. Tudo tudo o que eu queria e consegui conquistar, todos os momentos que me deixarão felizes e histérica pra sempre, todas as histórias absurdas que eu vou poder contar um dia, todos os meus segredos, as minhas dores e as minhas paixões me foram muito mais do que especiais. Me fizeram crescer e ser quem eu sou hoje. Eu vivi cada momento que me foi dado. Eu aproveitei com as melhores companhias tudo o que senti vontade. Eu fiz o que deveria ser feito, independente de qualquer coisa. Eu não me arrependo das minhas decisões, porque com elas eu cresci. Eu vivi. E é agora que eu sorrio.